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23 de junho de 2015

Livro que deu origem ao maior filme de terror do século XX ganha nova capa assustadora


Com mais de 13 milhões de cópias vendidas, "O exorcista", de William Peter Blatty, volta às livrarias pelo selo Agir (Nova Fronteira) e promete ganhar novo fôlego no mercado. Pegando carona com o recente sucesso do mesmo gênero, "O demonologista" - livro sobre o qual falamos aqui -, a editora resolveu republicar a trama e preparou uma capa assustadora, capaz de seduzir qualquer aficionado por histórias de horror. Nada mais justo, uma vez que a obra de Blatty é considerada precursora no assunto.

Lançado originalmente em 1971, o livro foi inspirado num suposto caso de exorcismo, envolvendo um garoto de 14 anos, e virou manchete em vários jornais da época. Na história de Blatty, Regen, uma menina de apenas 11 anos, é a protagonista e vítima da possessão demoníaca. Sua mãe, a atriz Chris MacNeil, ao perceber comportamentos estranhos por parte da filha, busca a ajuda do Pe. Damien Karras, sacerdote que passa por um momento de crise existencial com o enfraquecimento de sua fé.

Abordando embates entre o sagrado e o profano e reflexões sobre a importância da revivificação da crença, o enredo causa desconforto e perplexidade. Mostra uma criança inocente como alvo de um poder maligno sobrenatural e, ao mesmo tempo, como representante e autora dessa mesma malignidade que estarrece os leitores.

No cinema, o roteiro elaborado pelo próprio Blatty ganhou direção de William Friedkin (1973) e obteve uma das maiores arrecadações da história, sendo o único do gênero a receber indicação ao Oscar de melhor filme, até os dias de hoje.


Título: "O exorcista"
Autor: William Peter Blatty
Editora: Agir
Páginas: 336
Preço: R$ 29,90

8 de junho de 2015

Após cinco anos, sucesso de vendas na França, 'Leviatemps', ganha tradução no Brasil




Com 500 mil livros vendidos por ano, Maxime Chattam é um dos autores mais festejados da França. Especialista em criminologia, escreveu dezenas de romances policiais e thrillers de suspense, como as séries La Trilogi du mal ("A trilogia do mal"),  Le sang du temps ("O sangue do tempo") e Autre-monde ("O outro mundo"). Um de seus livros mais comentados pela crítica, Leviatemps (2010), acaba de ganhar uma versão brasileira pela editora Bertrand. Com tradução de Maria Alice Doria, a obra conta a história de Guy de Timeé, famoso escritor que vive uma turbulenta fase profissional desencadeada por uma perdurada crise criativa - provavelmente uma espécie de alter ego do autor. Atormentado, sai de casa em busca de novas inspirações e acaba indo morar num bordel parisiense, deixando sua mulher, Josephine, para trás.

Guy logo faz amizade com outros moradores e frequentadores da casa, nos quais tenta encontrar o estímulo que lhe falta para dar continuidade ao seu romance policial. O que o escritor jamais poderia imaginar, é que seria, ele próprio, o protagonista de uma complexa trama de mistério e suspense prestes a se desenrolar.

Em uma noite, Milaine, uma das prostitutas da casa, é encontrada morta, numa posição fora comum (bastante curvada), com o corpo ensanguentado, e os olhos completamente tingidos de preto. Com a ajuda de Faustine, outra cortesã do bordel, e do jovem policial Martial Perotti, o anti-herói se envolve em uma aterrorizante investigação que revela outros assassinatos com as mesmas características. Quem (ou o que) poderia provocar essas mortes hediondas? Seria obra de alguma entidade demoníaca?

É com este pontapé inicial que Chattam nos convida a percorrer as linhas narrativas de "Leviatempo", surpreendente história ambientada numa Paris de 1900 - em plena "belle époque" francesa -, período em que exames de DNA e outras técnicas avançadas de investigação davam lugar, tão somente, ao estudo minucioso dos traços psicológicos dos criminosos - campo este em que o autor é reconhecido por exercer pleno domínio literário - e de pistas concretas que, eventualmente, pudessem ser deixadas pelo assassino.

O livro Le Requiem des abysses (2011), que seria uma continuação da história de "Leviatempo", ainda não tem previsão para ser lançado no Brasil.


Título: "Leviatempo"
Autor: Maxime Chattam
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 420
Preço: R$ 49,90

25 de maio de 2015

Livro que mistura elementos de 'O exorcista' e 'O código da Vinci' emplaca nas redes sociais


Ler para crer. É com essa premissa que a editora Darkside, especializada em histórias de terror e fantasia, apresenta "O demonologista", sua mais nova aposta para o mercado editorial. A obra, escrita por Andrew Pyper, vem despertando a curiosidade de milhares de leitores pela internet, resultado de uma forte campanha desenvolvida especificamente para as redes sociais. A página da editora no Facebook, até o momento, já conta com mais de 370 mil seguidores e já foram publicadas inúmeras postagens com informações promocionais sobre o livro, acompanhadas por centenas de curtidas e compartilhamentos.

E os esforços de marketing não param por aí. Buscando um alinhamento em relação às publicações do livro no exterior, a Darkside resolveu investir pesado no visual da versão brasileira, no intuito de manter o mesmo apelo publicitário nos pontos de venda nacionais. A capa dura, em edição de luxo, ganhou ares de envelhecimento, apresentando uma lombada aparentemente desgastada pela ação do tempo, - o que faz com que o livro se passe por um exemplar bastante antigo -, aguçando, ainda mais, a curiosidade do público por sua aparência sombria e enigmática.


O protagonista da vez é David Ullman, renomado professor de literatura da Universidade de Columbia, especialista no clássico "Paraíso Perdido" - poema do século XVII que narra o declínio do homem através de Adão e Eva, que são levados à tentação por Lúcifer - e na figura mitológica do Diabo. Cético, acaba tendo que rever seus conceitos após receber um convite para ir até Veneza e analisar um fenômeno sobrenatural com o qual acaba se envolvendo. Começa, então, uma alucinada busca para libertar Tess, sua filha de 12 anos, das amarras tenebrosas do Demônio.

Para alguns críticos e autores do gênero, o livro reúne ingredientes de obras como "O código da Vinci" e "O exorcista", com decifrações de pistas no decorrer da história e trechos que provocam medo a quem se aventura pelas páginas. “Muitos livros afirmam ser assustadores, mas este é realmente aterrorizante, do tipo não-leia-tarde-da-noite. Emocionante, convincente e muito bem escrito, faz 'O bebê de Rosemary' parecer um passeio no parque.”, opina o escritor inglês S.J. Watson. E, seguindo o mesmo sucesso de Dan Brown e William Peter Blatty, "O demonologista" também já está sendo adaptado para o cinema. O filme, com direção de Robert Zemeckis, tem estreia prevista para o ano que vem.

Andrew Pyper, é um escritor canadense premiado por obras como "Lost girls" (1999) e "The killing circle" (2008) - eleito o melhor livro policial do ano. Em 2014, com "O demonologista", Pyper ganhou o prêmio do International Thriller Writers Award (2014), de melhor romance, deixando para trás nomes de peso como Stephen King. No Brasil, seu novo livro já aparece na lista dos dez mais vendidos.

Confira o book trailer da obra:




Título: "O demonologista"
Autor: Andrew Pyper
Editora: Darkside
Páginas: 320
Preço: R$ 49,90

18 de maio de 2015

Mestre do suspense provoca desconforto com quatro contos sobre a perversidade humana


"Escuridão total, sem estrelas" ("Full dark, no stars"), novo livro de Stephen King, acaba de chegar ao Brasil pelo selo editorial Suma de Letras. Vencedora dos prêmios Bram Stoker e British Fantasy, a obra traz uma seleção de contos estarrecedores e propõe uma viagem pelo universo psicológico de quatro mentes doentias.

Os personagens se apresentam, num primeiro momento, como pessoas aparentemente normais. Porém, quando expostos a determinadas circunstâncias, chegam à conclusão de que assassinar alguém é a única forma de dar fim aos problemas pelos quais são atormentados. A narrativa convida os leitores a percorrerem os caminhos desses pensamentos nefastos, numa tentativa de convencer que é possível torná-los coniventes com as escolhas dos quatro psicopatas, já que, para eles, a opção pelo crime é plenamente justificável. Dessa forma, o livro causa um certo incômodo ao sugerir que há, em todas as pessoas, um lado tomado por uma escuridão total - sem estrelas, ou qualquer facho de luz que possa guiá-las -, capaz de fazer com que sejam cometidas grandes atrocidades, quando houver conveniência, ou quando não forem encontradas saídas para certas angústias vivenciadas por cada um de nós.

Na primeira história, "1922" - que ocupa, praticamente, metade das páginas do livro -, o fazendeiro Wilfred tenta convencer o filho a matar a própria mãe, uma mulher ambiciosa que tem como objetivo vender as terras da família para um importante grupo industrial da região, indo de encontro ao interesse do marido.

Já em "Gigante do volante", Tess, uma bem-sucedida escritora de livros de suspense, é brutalmente estuprada quando resolve dirigir por uma estrada inóspita, longe da cidade. Com isso, elabora um sórdido plano de vingança, capaz de causar perplexidade a si mesma com suas perturbações que vão se tornando cada vez mais evidentes. Em "Extensão justa", Dave possui um câncer terminal e faz uma espécie de pacto com um vendedor misterioso, que o induz a acabar com a vida de outra pessoa em troca da cura de sua doença. E no último conto, "Um bom casamento" - o menor deles, e não menos chocante -, Darcy encontra uma caixa que guarda segredos assustadores que foram escondidos, há quase trinta anos, por seu marido, o que gera um clima insustentável de desconfiança entre o casal.

Leia as primeiras páginas de "Escuridão total, sem estrelas", uma cortesia da Suma de Letras, clicando aqui.


Título: "Escuridão total, sem estrelas"
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 392
Preço: R$ 44,90 | R$ 28,40 (digital)